O processo de investigação – 3ª fase

No âmbito da investigação educacional, vários paradigmas são considerados. Mas o que é paradigma?

Borg & Gall apontaram a obra de Kuhn (1997) “como aquela a partir da qual as pessoas mudaram a sua maneira de pensar acerca da natureza da ciência e do progresso científico, pois, a noção de paradigma preparou o caminho para e legitimou as abordagens de investigação pós-positivista nas Ciências Sociais” (Borg & Gall, 1989).

Segundo Kuhn, “os ramos científicos emergem a partir de uma fase pré-paradigmática, na qual se efectuam estudos sem ligações estruturadas entre si e sem obedecerem a métodos consensuais. A partir de determinada altura, as comunidades de cientistas chegam a acordo sobre os problemas que entendem estudar e sobre que métodos adequados para tal. Chega-se então à fase paradigmática, na qual se empregam determinados tipos de métodos, para resolver determinados problemas que contribuirão para a compreensão de uma determinada perspectiva da realidade.

Definição de paradigma, segundo Kuhn:

  • “toda a constelação de crenças, valores, técnicas, etc… partilhadas pelos membros de uma comunidade determinada;”
  • “soluções concretas de quebra-cabeças que empregados como modelões ou exemplos, podem substituir regras explicitas como base para a solução dos restantes quebra-cabeças da ciência normal.”

Em determinados períodos surgem factos que não se adequam ao paradigma vigente , gerando uma crise e levando ao aparecimento de novos paradigmas. Segundo Kuhn, a mudança de paradigma significa “um avanço na respectiva área científica”. Já Popkewitz (1988) afirma que “a predominância dos paradigmas não é aleatória, mas antes historicamente situada”, explicando o rumo que a investigação educacional tem tomado.

São então identificados três paradigmas na investigação educacional:

  • Positivista
  • Interpretativo
  • Sociocrítico

Paradigma Positivista (1)

Paradigma Positivista (2)

Paradigma Positivista (3)

 

Paradigma Interpretativo (1)

Paradigma Interpretativo (2)

Paradigma Interpretativo (3)

Paradigma Interpretativo (4)

Paradigma Sócio-Crítico (1)

Paradigma Sócio-Crítico (2)

Paradigma Sócio-Crítico (3)

Paradigma Sócio-Crítico (4)

Fonte: Costa, Maria Isabel Barros Morais. (2005). Percursos de cientificidade em educação: uma abordagem aos textos normativos. Consultado em Outubro de 2011. Disponível em http://repositorio.utad.pt/handle/10348/23